domingo, 12 de dezembro de 2010

Insano

Os artifícios do que defino e interrogo permeiam essa madrugada.
O inesperado?
Oculto?
Executo a sentença e dissolvo meus pecados, meus trabalhos, meus vícios, desejos, absurdos...
Insiro na cadeia transitória da vida o que me conclui, o que me desfaz, constrói e influi. Não sou mais neutra e escolhi as cores que te fazem cinza..Mas falo do fazem em plural??
Como???
Cinza é neutro ou inventei a pureza que devia ser branca, fluida, poética?
Parece com interrogações oh orquestra dentro de mim..flutue, absorva e desmonte, isso desmonte. Não posso falar comigo, de mim, do outro, de nós, do nada.
Caio em delírios que não concluo e desminto, pinto, escrevo, desfaço e no fim resto-me de palavras...
Tenho medo das palavras, estrada sem volta...vínculo virtuoso (que texto clichê).
Gosto de palavras que tem 'r', 't', mas qual a importância disso mesmo?
Tenho presentes guardados, cartas não enviadas, ciclos concluídos, refeitos, desatinos, alegrias, dores de alegria..e no fim preciso contar; desejos, segredos, medos, indiferenças, mortes, de mim, de tudo, do nada.
Divido as equações sem resolução, meu 'x' não pode matematicamente ser teu 'y'.
Julgo a indiferença, morro de medo dela..meus dedos doem, minha cabeça é um turbilhão, mas adivinha eu sei o que é felicidade..e o mais engraçado..não inventei, ela veio, pediu até licença acredita??
Então hospedei né!!!
Como boa anfitriã recebi de mãos abertas e alma iluminada..e ela não sai...
Ohh não tô dizendo que fico de cara feliz o tempo todo ou que não choro, não sofro, não morro e todas essas coisas de gente triste e normal...mas PUTA QUE PARIU... Isso é viver pessoas, isso é sentir, se doar, entregar-se de fato ao Devir ou qualquer nomenclatura viável ou que lhe calhar..
Sou louca pela vida, pelo que ela me proporciona e tenho muito do que reclamar, mas sou humana não é mesmo?
Pois bem... SOU HUMANA...rs!
Queria dizer isso a vocês!!!!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

sound matadouro.

sound matadouro.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Liberdade?




A 3 meses atrás

Só nos momentos em que exerço minha liberdade é que sou plenamente eu mesmo.
O homem nasce livre e a toda parte é posto a ferros.
na historia nas nações está registrado quanto sangue foi derramado para reconquistar a liberdade.
no Brasil esquartejaram Tiradentes para intimidar os seguidores do lema da conjuração mineira: "Liberdade ainda que tardia!"
Mal entendida, negada, almejada, sobretudo usurpada, a liberdade sempre foi questão fundamental na historia da humanidade. Como somos livres se não podemos fazer tudo que queremos? temos o direito de ir e vir? e quando esse direito se limita?
Talvez quando nós mesmos nos inpomos certos "limites", ou quando tiramos nossa propria liberdade de escolher uma roupa, pq a da moda está mais em alta? ego?? talvez...porem o ser humando busca tanto uma tal de LIBERDADE que as vezes até esqueçe de seus deveres como pessoa de uma sociedade, quer dizer, um zoologico humano que chamamos de liberdade...
Mas como diz Gonçalves Dias: "A vida é combate, que os fracos abate, que os fortes os bravos, só podem exaltar!"
Diante de tantos muros e impecilhos...
Passe pelos impecilhos e faça sexo no muro.

=)

03.06.09

Aprenda a absorver cada momento de paixão como se fosse o néctar dos deuses
viva o amor de forma plena, intensa, verdadeira, na expressão mais pura que o termo exige...
Não vulgarize os sentimentos, os relacionamentos, a beleza do mundo não se encontra nele, mas na sensibilidade de quem o admira.
Nunca duvide de si mesmo, concretize suas potencialidades, se você encontrar portas fechadas a sua frente, não fique inerte, procure abri-las e estará desvendando o futuro, buscando a felicidade.
Por fim faça da sua mente uma oficina de projetos e da sua vontade os instrumentos de realização.
E como diz Clarice Lispector: Viver ultrapassa qualquer entendimento.
Então viva! A simplicidade complexa da vida.

=D

sexta-feira, 21 de maio de 2010

> Fire

Tudo se esclarece quando por si só se desenha
O tempo vem e vai de acordo com o vento
Ele que traz o sabor da sua pele,
que se desfaz no cair do meu suor

estamos falando de milésimos de segundos
de uma vida

e eu me faço livre
esse vento que me empurra com uma bala
que mesmo sendo um tiro
é de uma leveza e um calculo exato de seu alvo
atravessando particulas e vidros, corto o vento diante de minha felicidade
Não me interessa o que está por vir, nem o que passou
E sim a intensidade da qual vou atingir
O inicio se afasta e leva consigo a tragetoria de um corpo.
Tal trajeto leva parte do meu sumiço,
partes que para você talvez insignificantes, mas de uma importancia inigualavel
para seguir a porra do meu trajeto
Recuos e impecilhos
As vezes até deixo-as passar despercebidas
As vezes agarro-as e seguro em meu corpo
Marcas que ficam no decorrer do caminho, feridas, brilhos,saudades

As vezes até cansa
As vezes é curto de mais para cansar
Mas o mais importante se contrói
uma historia
Que não deixa de ser vivida

No final da linha se vê tudo para trás, felicidades e tristezas, porem jamais esquecidas
- seria essa merda de trejeto uma vida?
- Teria essa vida a força de um tiro?

Talvez um dia entenderemos

Se não

Erramos o alvo!

sábado, 17 de abril de 2010

Aquela Sinestesia



Li cores em você
que tinha um sabor
que não sei de cór.
Meio azedo e meio doce.
Cítrico, cínico e hostil. ... E me faço tua, beijos que são só teus, Descoberta das insanidades não te faço meu abrigo, Entrei em consenso comigo... Quero-te colado, de laço atado, Resgatado do vazio, Que te cobre os olhos para teu próprio corpo. Cospe fogo! Escreva as rimas perfeitas... Fala mais que a própria boca pode suportar... Alimento – me das tuas palavras, ... Gosto de sentir tuas gargalhadas... Adorável sedutor corado. Traços de amor em meio às agruras... Enlouqueci? Não! E achei desenhado em meio ao “sangue e corpos em estado de putrefação”... Um doce beijo calado, Em uma noite sem estrelas... ... Naquela rua lotada que se esvaziou por um segundo, E perdura até hoje, por horas inteiras. ...Encontrei uma parede vermelha para me encostar... Sinestesia de novo, Que me faz ser sem estar!

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Cá- Lice



As vezes nos comportamos de certas maneiras das quais depois de um certo tempo nos perguntamos por quê?
inexistimos em certos pontos da vida que são de uma importancia imensa...
mas que para nós mera realidade...
somos tão acomodados que não nos preocupamos nem se quer com o fato de vivermos em um mundo pré-existente, um mundo dos outros, descobertas dos outros...
estudiosos dizem: globalização...
pra q serve? pra ficarmos cada vez mais acomodados em um mundo rotulado?
tem coisas minusculas, porém lindas, espetáculos da natureza, do corpo humano q não damos atenção necessária...
qual o sentido de nossos pensamentos? pq pensamos e outras vezes descordamos?
tantas coisas que merecem ser observadas de perto em seus minimos detalhes, perdemos mto tempo de nossa vida, tempo q talvez nem saiba, tempo que sim, existe!
são mtos caminhos os que nossa mente pode seguir...Um microprossessador que nem se compara com o de uma máquina, mas que as vezes nos comportamos como uma.
mtos possuem um grande conhecimento intelectual...conhecimento que vem da necessidade de aprender para fins futuros...Mas porem não sabem como saborear esse conhecimento, não sabe o proprio sentido da vida...Isso sim é ignorancia...tantos não tem...mas sabem lidar com a vida da melhor maneira possivel...

Ser - parTir



Levanto e vejo isso a minha frente
minhas vedades me vem a cabeça
minhas cabeças me vem na verdade
as cores se ploriferam no sexo preto e branco da vida
dissipando-se nas esquinas e ilusões, e por entre as flores, exalo seus odores
dentro vejo um quadro, dentro do quadro vejo seus olhos, dentro dos olhos caem minhas lágrimas...
dentro da lágrima estou eu, dentro de mim está as flores
lá estou eu a me levantar novamente, e seguir por entre as rosas, elas desabrocham e abre consigo meu coração, por entre açoites e assobios vem esse amor...
Entre paus e facas corro por ele... por mais q essa porra doa...
talvez a assassina de brecht ainda esteja aqui...
ali esta ela sentada a olharme com seus olhos freneticos e meigos...eles diziam me querer...o que fazer?? morrer?
suas mão quentes atravessam minha alma indefesa...o seu discurso indescente é o som de se propaga...
Cada palavra cantada, sofri, deforjada nas minhas certezas...
E quem é vc pra dizer o q devo, q posso fazer e me submeter??
Com seu disco, seu crivo, sei livro, seu tipo sangineo de gente metida a saber...
Eu sou de quem desejar ler essa merda aqui...
E por fim meu canto grave vai estilhaçar todos os seus argumentos de vidro...

No fundo no fundo eu sou assim...
E mais lá no fundo não sou ninguem!

Do perfil pra cá

ANTES DE LER, OUÇA SUAS PALAVRAS

o q vejo q seja arte é aquilo q me incorporo, q me descrevo, q transformo, q supero, e que por fim transmito na cumplicidade de minha mente com meu corpo...
um universo paralelo da dramaturgia...
faço dakilo algo q me movimenta, q me ilumina, q me arrepende, q me surpreende...
nas complexidades e voltas simples e objetivas das quais trabalho, procuro dentro de mim uma essência, uma cor, um objeto, uma imagem, um som...q me faça pensar e agir...
q me faça ser akilo q mais sei fazer

e por acaso...

finalizo com o melhor de seR atriZ...

A ARTE FINAL...


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-Ali esta ela...ela me olha...observa...seduz, rendo -me, congelo-me em seu olhar.
- Ela transita entre avanços e recuos, saliências e indeçências, açoites e toques.

- Foge, escapa e finge que não vê, não lê, não ouve, não arrepia, não ama, não deseja, não me quer. Acautela-se intocada, a muitas estações e medos...Um cruzamento de desejos, impressões consangüíneas e saudades pressentidas...musicas... letras e melodias, consentem em secretos silêncios...

*Ela tenta fugir, tenta admitir, corre suas falas, e eu a pego e cai por fim em meus braços, intercalando os folegos e admirando meus ohos, aprofana-se...acautela-se...gosta, readmite sua escitação ensurrecedora.

-Confessa e lambe as palavras, come os sons, devassa os cheiros, chupa os toques, devora meu corpo, escuta as cores, e estica mil gozos até o nó na garganta, na língua e nas meigas palavras intercaladas de uma menina apaixonada...

Relatos de Iara Tamyres