terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Cá- Lice



As vezes nos comportamos de certas maneiras das quais depois de um certo tempo nos perguntamos por quê?
inexistimos em certos pontos da vida que são de uma importancia imensa...
mas que para nós mera realidade...
somos tão acomodados que não nos preocupamos nem se quer com o fato de vivermos em um mundo pré-existente, um mundo dos outros, descobertas dos outros...
estudiosos dizem: globalização...
pra q serve? pra ficarmos cada vez mais acomodados em um mundo rotulado?
tem coisas minusculas, porém lindas, espetáculos da natureza, do corpo humano q não damos atenção necessária...
qual o sentido de nossos pensamentos? pq pensamos e outras vezes descordamos?
tantas coisas que merecem ser observadas de perto em seus minimos detalhes, perdemos mto tempo de nossa vida, tempo q talvez nem saiba, tempo que sim, existe!
são mtos caminhos os que nossa mente pode seguir...Um microprossessador que nem se compara com o de uma máquina, mas que as vezes nos comportamos como uma.
mtos possuem um grande conhecimento intelectual...conhecimento que vem da necessidade de aprender para fins futuros...Mas porem não sabem como saborear esse conhecimento, não sabe o proprio sentido da vida...Isso sim é ignorancia...tantos não tem...mas sabem lidar com a vida da melhor maneira possivel...

Ser - parTir



Levanto e vejo isso a minha frente
minhas vedades me vem a cabeça
minhas cabeças me vem na verdade
as cores se ploriferam no sexo preto e branco da vida
dissipando-se nas esquinas e ilusões, e por entre as flores, exalo seus odores
dentro vejo um quadro, dentro do quadro vejo seus olhos, dentro dos olhos caem minhas lágrimas...
dentro da lágrima estou eu, dentro de mim está as flores
lá estou eu a me levantar novamente, e seguir por entre as rosas, elas desabrocham e abre consigo meu coração, por entre açoites e assobios vem esse amor...
Entre paus e facas corro por ele... por mais q essa porra doa...
talvez a assassina de brecht ainda esteja aqui...
ali esta ela sentada a olharme com seus olhos freneticos e meigos...eles diziam me querer...o que fazer?? morrer?
suas mão quentes atravessam minha alma indefesa...o seu discurso indescente é o som de se propaga...
Cada palavra cantada, sofri, deforjada nas minhas certezas...
E quem é vc pra dizer o q devo, q posso fazer e me submeter??
Com seu disco, seu crivo, sei livro, seu tipo sangineo de gente metida a saber...
Eu sou de quem desejar ler essa merda aqui...
E por fim meu canto grave vai estilhaçar todos os seus argumentos de vidro...

No fundo no fundo eu sou assim...
E mais lá no fundo não sou ninguem!

Do perfil pra cá

ANTES DE LER, OUÇA SUAS PALAVRAS

o q vejo q seja arte é aquilo q me incorporo, q me descrevo, q transformo, q supero, e que por fim transmito na cumplicidade de minha mente com meu corpo...
um universo paralelo da dramaturgia...
faço dakilo algo q me movimenta, q me ilumina, q me arrepende, q me surpreende...
nas complexidades e voltas simples e objetivas das quais trabalho, procuro dentro de mim uma essência, uma cor, um objeto, uma imagem, um som...q me faça pensar e agir...
q me faça ser akilo q mais sei fazer

e por acaso...

finalizo com o melhor de seR atriZ...

A ARTE FINAL...


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-Ali esta ela...ela me olha...observa...seduz, rendo -me, congelo-me em seu olhar.
- Ela transita entre avanços e recuos, saliências e indeçências, açoites e toques.

- Foge, escapa e finge que não vê, não lê, não ouve, não arrepia, não ama, não deseja, não me quer. Acautela-se intocada, a muitas estações e medos...Um cruzamento de desejos, impressões consangüíneas e saudades pressentidas...musicas... letras e melodias, consentem em secretos silêncios...

*Ela tenta fugir, tenta admitir, corre suas falas, e eu a pego e cai por fim em meus braços, intercalando os folegos e admirando meus ohos, aprofana-se...acautela-se...gosta, readmite sua escitação ensurrecedora.

-Confessa e lambe as palavras, come os sons, devassa os cheiros, chupa os toques, devora meu corpo, escuta as cores, e estica mil gozos até o nó na garganta, na língua e nas meigas palavras intercaladas de uma menina apaixonada...

Relatos de Iara Tamyres