domingo, 7 de agosto de 2011

Essência rabiscada


E o teu calor é o que me transforma diariamente. Os teus olhos me abrem portas para o encontro da poesia. Eu queria que você pudesse alcançar meus sonhos para compreender que dentro ou fora da minha consciência estou ligada fortemente a ti. Ainda é inédito. Não sei até quando será o nosso SEMPRE. Sei somente que você se faz eterna em mim.
 
Rouba o meu sossego, minha autoria. Tudo o que eu sei sobre tentar a cada dia ser uma pessoa melhor vem de você. Sou inspirada a ser romântica desde que te conheci. Você é como uma flor rara que precisa sempre ser regada pelo vermelho e intenso da paixão que arrebata os enlouquecidos movidos pelo amor. 

Incrivelmente estamos imunes aos males do mundo. Feliz eu sou todos os dias, todas as noites que rimos juntas, que toco suas mãos suaves, que beijo teu rosto, que te faço ficar tímida com minhas safadezas, que rio das tuas caretas e te faço olhar pra mim e me mostrar o porquê deu estar ali.

 Como por arte ou situação inexplicável do destino, fomos postas no mesmo caminho, chorando alguns desencontros da vida, que serviram para nos encontrar. Fomos livro de cabeceira uma da outra, e mesmo sem saber o que fazer na nossa situação, ou na sua situação, o que importa na verdade, e o que fará enorme diferença é essa essência que retiro dos nossos momentos.

A essência imutável, autêntica, que só nos duas poderemos vestir. E de vestir eu vou vivendo, vivendo algo em você, e te faço minha, meu vestido, meu poder.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

oitavo verso


Doce sorriso e cheiro de albani na varanda me fazem lembrar a cor dos teus olhos escarlate de neblina e raiva, procurando-me desfocar de tudo que te rodeia, desnaturo cada palavra restante e finjo coletar passos.

Frio pudor, que fazem borboletas esvoaçarem meu papel ingênuo, poupa-me cada palavra sacana, a livre e árduo caso sexual.

Não adianta querer esconder a força, a diversidade das cores, cores que permeiam nossa estrada, cores que clareiam seu olhar a me observar, que infligem todas as barreiras, e me pega com voracidade, cala-te manda pra fora esse silencio.

O descuidar de cada passo, o infiltrar sem pudor das tuas mãos no meu vestido, cada sessão de filmes opacos e cintilantes, em que você se insinuava para mim, me dizem claramente quem você é, e o que você quer.

O mais escuro que você deixa, esclarece revestidamente o teu ser. Um ser maligno, inteligente, sagaz, valente, e mutuamente sensual. Demasiadamente casual.

O 8º verso paranormal que dediquei a ti, derrepente faz tanto sentido, o que de fato permeia minha cabeça é o ‘quanto’ te verei novamente e não o ‘quando’. Não me inicia o pensar no tempo, não me arrepia ver-te, só me engana pensar, e de pensar eu vou levando. O albani ainda me resta. E a lembrança jamais se apagará.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Rabiscos de uma noite na varanda

Quando nos pegamos, olhando pro chão ou mesmo pra parede, acendemos um cigarro fuleiro, avistamos a lua e percebemos que ela merece a companhia de um agradável vinho. Passa tanta coisa pela nossa cabeça, coisas insanas, malucas, voracidade, sorrisos... lembranças...

Olho dentro da noite e vejo nossos momentos, os momentos sim vividos, lembrados, extasiados, gozados, suados, quentes, ardentes. O detalhe do beijo, do toque, me faz lembrar e trazer comigo meus sentimentos mais profundos, minhas tolices, meus amargos vícios, minha insensatez sexual.
E você diz: tantas palavras, tanto caso.
Eu digo que vivo, e somente vivo a vida com intensidade através dos delírios mais loucos, das vontades mais savanas, dos sorrisos mais safados, e dos maiores e mais profundos amores. Sim! eu amo, e por amar a vida, eu falo tanto. Por amor a você, eu vivo tanto. Por amor a nós dois, eu gosto tanto. E por amor a mim, eu sinto tanto.

A lua e o vinho são musas da minha inspiração, são companheiras de noites, de madrugadas, de bebedeira, musas que me inspiram a falar de você... de tal forma a me embriagar, inebriar, de pensar em quais palavras usar pra te descrever, aliás, creio q seja indescritível, ilegível talvez, ao mesmo tempo em que vejo toda a tua vida nos teus olhos, você me alucina e me faz esquecer tudo que vi. Penso em você não como uma pessoa em minha vida, mas como minha vida em você.

sábado, 2 de julho de 2011

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Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música. Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita. Tem o peso de uma lembrança. Tem o peso de um toque sensível e excitante. Tem o peso de olhares convidativos. Pesa como pesa uma ausência. E a lágrima que não se chorou. Tem o imaterial peso do desejo no meio de outros. Pois o mais cômico da vida é amar. O inabalável e verdadeiro amor.